O corregedor-geral eleitoral, ministro Flaquer Scartezzini, defendeu ontem o voto facultativo. Para ele, o alto índice de votos brancos e nulos constatado este ano decorre, de certa forma, da obrigatoriedade do voto. O corregedor também acha que o Congresso Nacional deveria atualizar as normas eleitorais, aprovando uma lei única e permanente. "No futuro, tem que haver liberdade de voto", assinalou o corregedor. O ministro também posicionou-se favorável ao voto distrital. Desta forma, na sua avaliação, haveria meios de evitar o abuso do poder econômico e também de maior controle por parte dos eleitores. Scartezzini assinalou que atualmente candidatos a deputado disputam o voto em todo o estado e não estão radicados em lugar nenhum. Por isso o controle fica mais difícil. "O voto distrital é o único meio que podemos ter para fiscalizar de modo efetivo os eleitos. Haveria um saneamento", destacou. Essa análise de Scartezzini também está ligada aos votos brancos e nulos. Ele considera que com o voto distrital o eleitor poderia conhecer melhor os candidatos. O ministro considera que, da forma atual, a divulgação das candidaturas sai prejudicada pelo grande número de concorrentes (GM).