O governo vai dar dois novos passos na abertura das importações: em novembro próximo apresentará, no âmbito do MERCOSUL, a proposta para abertura do mercado de serviços bancários e de seguros, como o início de uma mudança de postura com relação ao mercado internacional de serviços e nos próximos dias o ministro da Fazenda, Ciro Gomes, deverá assinar medida provisória acabando com as barreiras não tarifárias ainda existentes para as importações. A começar com a exigência de guias de importação, que deve ser eliminada. "Trata-se de uma sequ"ência: primeiro o país eliminou as restrições quantitativas, reduziu as tarifas de importação, antecipou as tarifas do MERCOSUL. Agora vamos retirar as barreiras burocráticas remanescentes e trabalhar na área de serviços, primeiro com importação de serviços financeiros e de seguros, depois bolsas de valores, e talvez transportes e portos", disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Sérgio Amaral. A lógica para abrir o mercado de serviços à concorrência internacional é simples: trata-se de dar ao setor produtivo condições de redução de custos e melhoria da competitividade frente ao mercado externo. "Será o primeiro teste para o nosso setor de serviços", observou Amaral (GM).