Enquanto aguardam a lenta apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os principais assessores de Fernando Henrique Cardoso já pensam em como o virtual presidente da República deverá se posicionar no segundo turno das eleições estaduais. "Ele deverá apoiar os candidatos que o apoiaram, mas não vai subir em palanques", prevê Sérgio Motta, que foi um dos principais coordenadores da campanha tucana. Motta acredita que só o anúncio deste apoio será suficiente, mas lembra que a questão ainda está sendo avaliada. Um outro assessor de FHC defende que o novo presidente deva ser preservado de qualquer tipo de constrangimento. Mas dificilmente ele poderá ficar em cima do muro. O virtual presidente da República não pretende anunciar a composição de seu Ministério antes de 1o. de dezembro. Ele quer evitar a formação de um governo paralelo que possa ferir a suscetibilidade do atual ocupante do Palácio do Planalto, Itamar Franco. Ao mesmo tempo, estará exposto por mais tempo às pressões de aliados por cargos. O presidente do PTB e principal articulador de financiamentos para a campanha tucana, senador José Eduardo de Andrade Vieira (PR), ontem mesmo admitiu, porém, que gostaria de ver um paranaense no Ministério da Agricultura (GM).