Especialistas brasileiros em educação continuada e a distância começaram a traçar as diretrizes nacionais para a aplicação das novas tecnologias de comunicação e informática nos cursos das escolas públicas do país. Reunidos no Seminário Internacional de Novas Tecnologias na Educação e Formação Continuada, realizada na Universidade de Brasília (UnB), representantes de 50 universidades públicas aderiram ao consórcio interuniversitário de educação continuada e a distância, o Brasilead, instalado oficialmente durante o encontro. O consórcio vai desenvolver programas de educação a distância com o uso das tecnologias disponíveis de telemática, videoconferência, videotexto e correio eletrônico. Os programas serão aplicados, no futuro, na Rede Teleinformacional de Educação (RTE), que está sendo implantada experimentalmente pelos ministérios da Educação, das Comunicações, Cultura e Ciência e Tecnologia. Um canal de satélite, com tarifas equivalentes a 10%, atualmente, já está à disposição da RTE. Segundo Leda Fiorentini, vice-diretora da Faculdade de Educação da UnB, onde o Brasilead está sediado, a RTE vai democratizar o acesso à educação, com qualidade. Escolas públicas de primeiro e segundo graus, além das universidades, vão poder se interligar, ampliando o leque de opções disponíveis aos professores e estudantes para o aprendizado. Professores vão poder ser capacitados, sem que seja preciso, por exemplo, sair do local onde moram e trabalham. Alunos terão acesso a bancos de dados, bibliotecas e outras facilidades permitidas com o avanço das descobertas tecnológicas, diminuindo-se as distâncias regionais. O consórcio, explica a professora da UnB, vai permitir que equipes de educadores se associem para a formação de programas nacionais de educação continuada e a distância, com a colaboração de institutos de pesquisa, centros de educação tecnológica, televisões educativas e empresas. "A tecnologia já existe", diz ela. O primeiro passo, de acordo com Leda, já foi dado com a assinatura de um protocolo entre a TELEBRÁS e o Ministério da Educação para a instalação, em cinco anos, de 260 mil linhas telefônicas em escolas públicas de todo o país (GM).