O fluxo de capital internacional aos países em desenvolvimento atingiu US$215 bilhões em 1993, um recorde histórico. Em relação ao ano anterior, em valor constante, cresceu 35% e, em relação a 1987, a expansão foi de 172,5%. A notícia foi dada ontem, em Madri (Espanha), pelo presidente do Banco Mundial, Lewis Preston, durante a 49a. Reunião Anual FMI-BIRD. Por trás desses valores, no entanto, esconde-se uma modificação ainda mais importante que seu próprio crescimento: a participação dos capitais privados nesse movimento ampliou-se num ritmo sem precedentes. Em 1993, os fluxos de capitais privados somaram US$155 bilhões contra apenas US$60 bilhões do movido pela ajuda oficial. Tal modificação é o resultado da recuperação econômica dos países latino- americanos e da prosperidade dos asiáticos. Dos US$155 bilhões de capitais privados, US$65 bilhões representam investimentos diretos, isto é, capitais que estão contribuindo ao aumento da produção dos países destinatários; US$43,8 bilhões representam empréstimos (essencialmente sob a fora de emissão de bônus), enquanto US$46,2 bilhões são aplicações nas bolsas de valores de países em desenvolvimento. O investimento direto cresceu, em 1993, 36,3% em relação ao ano anterior e 437,2% ao ano de 1984 quando tinham atingido seu menor valor (O ESP).