EMPRESAS DEVERÃO RETOMAR INVESTIMENTOS

Confirmados os resultados das pesquisas, que indicam uma vitória no primeiro turno de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas eleições, as empresas terão muito trabalho pela frente nos próximos dias. Empresários e executivos de multinacionais vinham adiando a definição dos seus orçamentos e planejamento estratégico para 1995. Agora, com um cenário político mais claro, eles não têm muito mais tempo a perder. A continuidade do plano de estabilização, por si só, permite projetar para 1995 "um novo ano bom" como está sendo 1994. A expectativa é que o último trimestre vá representar um dos melhores movimentos de fim de ano tanto para a indústria como para o comércio. O aumento de demanda para o final do ano não deverá significar necessariamente aumentos generalizados de preços. "Quem esperou até agora não vai querer matar a galinha dos ovos de ouro, depois de tantos anos de espera pela melhoria do mercado. Só um louco para fazer isso. Os empresários estão mais maduros. Na média, não haverá tanta pressão de preços", disse Otávio Pontes, responsável pelo planejamento estratégico da Poliolefinas (PPH), o maior fabricante de petroquímicos (resinas) de segunda geração do país. Eugênio Staub, presidente da Gradiente, explica que uma escala maior de produção, como a projetada para o último trimestre, permitirá ratear melhor os custos fixos das empresas e "diluirá" a pressão de preços maiores na economia (GM).