O mercado financeiro não espera uma explosão de euforia, caso seja confirmada a vitória do candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso, no primeiro turno. Desde o início da campanha, FHC foi o candidato preferido do mercado, e a valorização das ações nas bolsas de valores refletiu sempre o fortalecimento das expectativas de sua eleição. Porém, como lembra Henrique Meirelles, presidente do Banco de Boston no Brasil, "o mercado é muito bem informado, acompanha as pesquisas, e a vitória no primeiro turno já está embutida nos preços", uma vez que os grandes investidores já montaram posições levando em conta essa pressuposição. Meirelles acha, inclusive, que uma eventual euforia com a vitória de FHC, com entrada excessiva de capitais externos no país, poderia ser prejudicial, e deveria ser controlada pelo governo (GM).