Representantes de indústrias brasileiras, argentinas, paraguaias e uruguaias devem encaminhar a seus governos pedidos para que mantenham zeradas as alíquotas de máquinas e equipamentos que não sejam fabricados na região, disse a gerente de comércio exterior da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Leda Oliveira. Ela explicou que da forma como ficou o acordo assinado pelos países para formar um mercado comum a partir do próximo ano, maquinários e equipamentos sem similares locais podem fazer parte dos produtos que terão 14% de Tarifa Externa Comum (TEC), prejudicando a modernização das indústrias. Leda informou também que as empresas argentinas querem aumentar o universo de produtos que terão direitos específicos (salvaguardas) para importação além de solicitarem um aumento no valor desse direito específico. Boa parte dos artigos que interessam para as exportações brasileiras já faz parte dessa lista. E a expectativa da indústria local era de que houvesse liberação total das exportações para o mercado argentino já no próximo ano mas o acordo assinado prevê a possibilidade de manutenção das salvaguardas por mais quatro anos (GM).