O Brasil crescerá de 5% a 6% este ano. A previsão foi feita ontem, em Madri (Espanha), pelo ministro da Fazenda, Ciro Gomes, durante a reunião anual do FMI-BIRD. O ministro acredita que não haverá déficit público no conceito operacional e que haverá superávit primário de 2,4% do PIB, em 1994, e 3%, em 1995, graças à combinação de estabilização e crescimento. "Há um consenso de que o Real é um plano de estabilização e tem fôlego seguro até dezembro de 1995, quando termina o Fundo Social de Emergência (FSE)", disse. "Até lá será preciso avançar nos processos estruturais, como a Previdência, um problema mais dramático, e a privatização", completou. O ministro citou outros números sobre o país do Real: 1) a dívida pública deixou de crescer e foi até reduzida em R$2,4 bilhões nos últimos meses; 2) a base monetária fechou setembro abaixo do limite de R$9 bilhões, mais precisamente, R$8,834 bilhões; 3) o câmbio só apresenta problemas em setores específicos da exportação, mais atrasados ou mais submetidos à competição; 4) a ocupação dos setores industriais mais pressionados pela demanda atingiu 89%, mas na média ainda está dentro de padrões suportáveis (O ESP).