O total de queimadas registradas pelos satélites NOAA, monitorados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), caiu quase pela metade em setembro em relação a agosto. A soma mensal dos focos foi de 33.699 pontos, contra 60.988 do mês de agosto. Cresceu, no entanto, o percentual relativo de incêndios. Ou seja, ocorreram muito mais acidentes e focos de fogo fora de controle neste último mês do que queimadas em áreas agrícolas. Em razão do grande número de incêndios, a distribuição das concentrações de focos, em setembro, difere bastante do registrado em anos anteriores. Nesta época, é mais comum ter altas concentrações no Centro- Norte do que no Sudeste. Mas a seca prolongada e os efeitos das geadas sobre a vegetação do Sudeste mudaram o mapa dos focos de fogo. Foi registrado grande número em São Paulo, no Paraná, em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Para a época, foram excepcionalmente altos os índices também no Pantanal e nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia (O ESP).