O projeto político de renovação da ordem nacional afastou o cardiologista Enéas Carneiro de seus empregos: desde que se candidatou pela primeira vez à Presidência da República, em 1989, ele se tornou um especialista em licenças. Luiz Antônio Ribeiro Mota, assessor da diretoria do Hospital da Lagoa, no Rio de Janeiro (RJ), disse ontem que o candidato do Prona não exerce suas funções desde 1992, quando pediu licença sem vencimentos para se dedicar à consolidação de seu partido. Em julho deste ano, quando venceu o prazo de dois anos permitido ao afastamento, Enéas requereu nova licença. Desta vez com contracheque de cerca de R$700,00, segundo o assessor do hospital. "Seu salário é daquela época", disse Luiz Antônio (O Globo).