DEFICIÊNCIA TECNOLÓGICA NA INDÚSTRIA NACIONAL

A indústria nacional ainda tem graves deficiências tecnológicas que prejudicam sua competitividade no mercado. Este diagnóstico foi apresentado ontem ao presidente Itamar Franco pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Israel Vargas. O presidente recebeu um extenso relatório que analisa os problemas da indústria brasileira para competir no mercado internacional. Os setores com maior capacidade competitiva identificados pelo relatório são agroindústria-- óleo de soja, café e suco de laranja--, complexo químico, metal-mecânico e papel e celulose. Os segmentos que ainda não conseguiram superar a concorrência estrangeira foram a indústria têxtil, bens eletrônicos de consumo, cimento, cerâmicas de revestimento e plásticos para construção civil. Com base nesta análise, os técnicos sugeriram a intensificação das câmaras setoriais numa forma de articular o nível da interferência do Estado nas decisões da política industrial do país. O trabalho "Estudo da competitividade da indústria brasileira" foi elaborado por um consórcio de instituições liderado pela Unicamp, com 83 técnicos. O relatório absorveu 15 meses de coleta de informações e custou US$1,6 milhão (JB).