GOVERNO TENTA CONTER AUMENTO DE PREÇOS

A`s vésperas das eleições, crescem os riscos de movimentos altistas de preços, resultado sobretudo da prolongada seca e da elevação das cotações das "commodities" no mercado internacional. O governo vai agir como pode: negociando acordos setoriais; reduzindo ainda mais o Imposto de Importação, caso a caso; ou impondo Imposto de Exportação, onde não houver acordo setorial, para as áreas beneficiadas com preços atrativos no mercado externo: petroquímica, química e celulose. Estuda, também, como confirmou José Milton Dallari, assessor especial para preços do Ministério da Fazenda, a redução dos preços dos derivados de petróleo. A PETROBRÁS foi beneficiada pela sobrevalorização do real frente ao dólar e pela queda dos preços internacionais do óleo, podendo, assim, repassar esses ganhos ao consumidor, pela primeira vez na história recente. Isso daria uma boa contrabalança nos preços que estão subindo, evitando, assim, que a inflação de outubro fique muito superior aos 2% já admitidos pelo governo. Aliás, essa medida só não teria saído ainda para não ser interpretada como uma ajuda do governo à candidatura de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à Presidência da República. Dallari já identificou aumentos de preços de 4% a 9% nos aços planos e chamou o setor para conversar. Fios de algodão também estariam sendo reajustados em 7%. Na área agrícola, o maior problema é o feijão (GM).