O programa de estabilização brasileiro está apenas no início. Para se consolidar, vai precisar de reformas estruturais e esforços em diversa áreas, na visão do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Estamos só no início do que pode ser uma transformação radical da economia brasileira", disse ontem, em Madri (Espanha), o diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus. "Faltam muitos esforços na implementação das políticas monetária, fiscal e salarial e é preciso ter reformas estruturais em 1995", observou. Camdessus enfatizou a importância do "apoio técnico intenso" do FMI na elaboração do programa. O fato de o Brasil estar com uma situação de contas externas "excelente" faz com que provavelmente esse apoio não deva vir a se traduzir num programa formal, tipo "stand-by", com desembolso de recursos do FMI e monitoramento mais forte (GM).