Entre janeiro de 1991 e julho de 1993, 1.080 crianças e adolescentes, com idade entre zero e 17 anos, foram assassinados no Estado do Rio de Janeiro. Os números, fornecidos pela Secretaria de Polícia Civil, constam da publicação "Vidas interrompidas - mortes violentas de crianças e adolescentes no Brasil", produzida por pesquisadores do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (CBIA). O livro será lançado no dia 10 de outubro pelo presidente Itamar Franco. Embora considerados elevados pelos organizadores da pesquisa nacional, os dados referentes ao infanticídio no Rio de Janeiro não são suficientes para se concluir que o estado é recordista em assassinato de menores. Os próprios organizadores do trabalho assinalam que estados como São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul sonegaram dados referentes aos dois primeiros anos da pesquisa (91/92). Além dos três, o governo da Bahia também só revelou estatística referente a 1991, restringindo a coleta apenas à cidade de Salvador. O mesmo artifício foi usado por Espírito Santo, Mato Grosso e Goiás, bem como pelo Distrito Federal (O Globo).