O dissídio dos petroleiros vai a julgamento no próximo dia 30. Na audiência de reconciliação entre trabalhadores-- em greve desde a zero hora de ontem-- e a PETROBRÁS não foi possível chegar a nenhum acordo. A audiência foi intermediada pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Orlando Teixeira da Costa. Ele decidiu vincular a discussão de questões sociais e econômicas propostas pelas partes ao retorno imediato dos petroleiros ao trabalho. A` noite, o procurador-geral do Trabalho, João Batista Brito, emitiu parecer segundo o qual a greve é ilegal e "abusiva". O parecer também será julgado no dia 30. O ministro Costa propôs que a empresa concedesse 13,39% de reajuste mais 4% de produtividade. Os dois lados se opuseram. Os petroleiros queriam 118% de reajuste. O diretor da FUP (Federação Única dos Petroleiros), David Soares, afirmou que a adesão à greve foi total nas áreas operacionais das refinarias. A FUP estima que a paralisação nas áreas administrativas atingiu de 40% a 100% do pessoal, dependendo da unidade. A categoria soma 50 mil pessoas em todo o país. A PETROBRÁS divulgou que nos setores administrativos situados no Rio a adesão foi de 5%. A empresa não fez avaliação da paralisação nacional. A população não sofrerá as consequências da greve dos petroleiros, prometem a FUP e a PETROBRÁS. Segundo a empresa, seus estoques e das distribuidoras são suficientes para 10 a 30 dias de abastecimento, variando de produto para produto (FSP).