INTERPOL ATUA CONTRA TRÁFICO DE CRIANÇAS

O ministro da Justiça, Alexandre Dupeyrat, está pedindo a colaboração da Interpol e dos governos de vários países para ajudar a rastrear o destino das crianças brasileiras adotadas por famílias estrangeiras. A informação foi dada pelo coordenador do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), Humberto Spindola. A ação do ministro é decorrente da recomendação do colegiado do Conselho do qual é presidente, que decidiu, no último dia 23, aprofundar as investigações para desvendar os indícios de que crianças brasileiras, até mesmo excepcionais, estariam sendo adotadas, ou sequ"estradas, visando à retirada de órgãos para serem transplantados em pessoas ricas de outros países. A partir do dia 10, o Conselho começa a ouvir uma série de depoimentos de profissionais que vem trabalhando com adoção de crianças, como juízes de direito de varas da infância e da juventude, médicos especialistas em transplantes, um delegado da Polícia Federal, que investiga casos de adoções, e até mesmo uma jornalista do "Correio Braziliense", do Distrito Federal, que fez uma série de reportagens investigativas, abordando casos de adoções de crianças brasileiras em outros países e seus destinos (GM).