PROCURADOR PEDE CASSAÇÃO DE CANDIDATO POR USO DA MÁQUINA

A uma semana da eleição, o procurador regional eleitoral em Minas Gerais, João Batista de Oliveira Filho, deu entrada ontem com uma representação pedido a cassação do registro da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Eduardo Azeredo (PSDB) e a inelegibilidade, por três anos, de seu maior cabo eleitoral no estado, o governador Hélio Garcia (PTB). A representação foi entregue ao corregedor eleitoral, desembargador Francisco Figueiredo, que concedeu liminar suspendendo o pagamento de convênios entre o estado e municípios-- principal motivo do pedido de cassação do tucano. Em documento de 25 páginas, o procurador regional eleitoral afirma que provas evidenciaram que a assinatura de convênios do Programa de Valorização dos Municípios (Provan) aconteceu com a intenção de beneficiar Azeredo eleitoralmente, através do aliciamento de prefeitos. Oliveira Filho destaca que os convênios envolveram recursos que variaram entre US$40 mil e US$100 mil, distribuídos de acordo com o número de eleitores dos municípios (JB).