Os 34 países que participarão da reunião de Cúpula das Américas, dias 10 e 11 de dezembro, em Miami, deverão discutir a criação de uma zona hemisférica de livre comércio. O enfoque será o da convergência entre os vários processos de integração: MERCOSUL, Grupo Andino, Grupo dos 3 (Colômbia, Venezuela e México), Mercado Comum do Caribe (Caricom), NAFTA e Mercado Comum Centro-Americano. "Deverá se falar mais de convergência do que ampliação do NAFTA. A idéia de expansão do NAFTA não é realista", diz o embaixador Roberto Abdenur, secretário-geral do Itamaraty, que esteve em Washington na semana passada. Nos vários contatos com autoridades do Departamento de Estado e do escritório do representante comercial da Casa Branca (USTR), Abdenur salientou que os EUA estão dando pouca ênfase aos temas comerciais específicos de cada país na preparação da reunião de Cúpula das Américas. O Brasil defende que a agenda do encontro inclua a questão da liberalização do acesso de produtos ao mercado norte-americano, como o suco de laranja brasileiro, cuja tarifa de importação é muito elevada nos EUA. Com o avando das experiências de integração na América Latina, a ALADI e a CEPAL estão estudando mecanismos de articulação entre os vários grupos de comércio sub-regionais. O objetivo final dos países é a formação de uma zona de livre comércio, com tarifa zero, se possível em 10 anos (GM).