CSN SUBSTITUI DORMENTES DE MADEIRA PARA PRESERVAR A VEGETAÇÃO

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Volta Redonda (RJ), está substituindo os dormentes de madeira da estrada de ferro interna da usina, utilizada para a movimentação de produtos e materiais da empresa por similares de aço. Até agora, a CSN já substituiu 161 mil dormentes de madeira pelos metálicos, fabricados com seu próprio aço. Isso equivale a 86% de toda a linha férrea, com extensão de 120 mil dormentes, nos próximos 20 meses, para a conclusão do trabalho. Os dormentes substituídos até agora contribuíram para que 5,4 mil árvores nativas não fossem abatidas, calcula o engenheiro responsável pelo projeto, José Rogério Prado de Castro, da diretoria industrial da CSN. Ele afirma que o programa visa à preservação ambiental, através do maior uso de aço em substituição a recursos não-renováveis, como a madeira. "É preciso derrubar uma árvore secular para fabricar 35 dormentes de madeira, com vida útil média de cinco a dez anos", acrescenta Castro. Já os dormentes metálicos, produzidos pela Fábrica de Estruturas Metálicas (FEM), empresa subsidiária da CSN, têm vida útil de até 50 anos. O custo de fabricação do dormente metálico é de R$60,00 por unidade, acima, portanto, dos R$40,00 dos dormentes de madeira (GM).