Subiu para 34% o número de eleitores para os quais o Plano Real proporcionou aumento no poder de compra dos salários. E caiu para 20% o número dos que perceberam perdas salariais. Para 42%, o salário permaneceu estável. Essa é a variação mais significativa observada na pesquisa Datafolha realizada entre os dias 20 e 22 deste mês junto a 16.413 eleitores em todo o país. É estável a taxa dos que consideram o plano bom para o país (76%). Na primeira pesquisa após a vigência da nova moeda, 46% dos eleitores diziam que seus salários permaneciam sem variação. Considerando que a margem de erro é de três pontos, esse índice permaneceu praticamente estável (42% na pesquisa mais recente). Ainda na partida do plano, 24% dos eleitores esperavam perdas salariais. Na pesquisa mais recente, esse número é de 20%, também com variação mínima. Assim, a evolução mais significativa está entre os que declaram ganhos salariais, de 26%, em julho, para 34%, dois meses depois. Na faixa de eleitores que ganham até cinco salários-mínimos, 31% dizem ter havido aumento do poder de compra. Esse número sobe para 37% entre os que ganham de cinco a 10 mínimos, e para 39% na faixa dos que ganham acima de 10 mínimos (FSP).