Após quase três meses de Plano Real, os empresários admitem que já recorreram a todas as opções para evitar o reajuste de preços. Eles afirmam que as pressões dos fornecedores estão crescendo e, se continuarem, terão de repassar esses aumentos a seus clientes. A indústria petroquímica, das que mais pressionam, quer reajustar o eteno em 40% e as embalagens de plástico em 16%. Os supermercados e as lojas de departamentos se queixam da ameaça dos fabricantes de material de papelaria e eletroportáteis, que querem subir seus preços entre 3% e 5%. Alguns comerciantes dizem que até agora vinham resistindo, mas a perspectiva de aumento do consumo em 30% neste semestre mostra que há espaço para repassar os reajustes (JB).