BANQUEIROS PRESSIONAM FMI PARA POLICIAR ECONOMIA BRASILEIRA

Os grandes banqueiros privados internacionais querem que o Fundo Monetário Internacional (FMI) mantenha um rigoroso policiamento da economia dos países em desenvolvimento, inclusive aqueles que já não enfrentam crises e que, em princípio, já não dependeriam mais de um acompanhamento da instituição. Ao revelar isso ontem, um grupo deles mencionou o Brasil como uma nação que eles gostariam de ver sendo monitorada mais de perto. Independentemente dos progressos que estejam sendo feitos no Brasil, o FMI
82582 tem que ter um papel mais ativo em relação aquele país, disse Charles Dallara, diretor-gerente do Institute of International Finance (IIF), que reúne cerca de 200 dos maiores bancos do mundo. O presidente da IIF, William Rhodes, também vice do Citibank, o maior credor do Brasil, concordou com Dallara. Na opinião dos banqueiros, disse ele, o FMI tem dado mais atenção ao Leste Europeu, como se os países que já restruturaram a dívida externa não merecessem mais cuidados. Rhodes revelou ainda que os países emergentes devem receber este ano uma injeção de US$150 bilhões-- US$60 bilhões seriam para a América Latina, e US$15 bilhões para o Brasil (O Globo).