No caso da eleição de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) já no primeiro turno, a intenção de seu grupo mais próximo de colaboradores é a de que FHC minimize o peso das alianças políticas e concentre no Palácio do Planalto as principais instâncias de poder. A estratégia prevê também a criação de um partido do presidente, o SDB (Social Democracia Brasileira). O novo partido agruparia setores do PDT, PMDB, PFL e PTB. Nem a direção do comitê eleitoral de FHC nega o caráter Imperial" de um governo FHC. O futuro presidente quer capitalizar para si a possível avalanche de votos que receberá e não pretende, na formação do ministério, contemplar critérios proporcionais oriundos da aliança com o PFL ou mesmo a participação privilegiada do PSDB em seu governo. No caso de segundo turno, FHC terá de renegociar apoios, que, inevitavelmente, implicarão a distribuição de cargos entre as forças que o apoiarem. A presidência FHC, versão primeiro turno, concentraria no Planalto os cargos de maior poder: três superministros, colaboradores diretos e pessoais de FHC. Seus superministros seriam os da Casa Civil, com um caráter de coordenação política ampla, a Secretaria de Planejamento, que pode mudar de nome para ser Coordenadoria do Plano de Governo, e a Secretaria Geral da Presidência (FSP).