O governo divulgou ontem no "Diário Oficial" da União as regras de funcionamento do Fundo de Investimento no Exterior, criado para aumentar a procura por dólar e para permitir que brasileiros comprem títulos da dívida externa do país. De acordo com a regulamentação, pelo menos 60% das quotas do fundo terão que ser investidos em títulos da dívida externa de responsabilidade da União. O restante poderá ser distribuído por papéis de renda fixa estrangeiros ou de empresas brasileiras no exterior, até o limite de 10% em cada papel. O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Gustavo Franco, disse que o fundo funcionará como outro qualquer existente no mercado brasileiro, como o fundo de commodities e outros, com tributação semelhante a esses fundos. Os administradores serão bancos ou outras instituições financeiras. A diferença é que o investimento será feito em dólar, gerando uma maior demanda pela moeda norte-americana e, espera o governo, contribuindo para frear o processo de valorização do real. O governo entende que ao comprar quotas do novo fundo o investidor estará tirando reais de aplicações em títulos da dívida interna. De posse desses reais, a instituição administradora do fundo terá que comprar dólares para aplicar no exterior. Como 60% terão que ser aplicados em títulos da dívida externa, terá ocorrido redução da dívida interna e internalização de parte da dívida externa (FSP).