Existe grande possibilidade de o governo brasileiro recuperar parcela significativa do dinheiro roubado pela máfia do INSS e depositado em contas de bancos no exterior. Quem garante é o Itamaraty que, através de sua embaixada em Washington, entrou com ação na Justiça norte-americana e conseguiu obter o congelamento de contas da quadrilha em instituições financeiras dos EUA. A quantia bloqueada pode ultrapassar os US$20 milhões. Para conseguir recuperar esse dinheiro, o Itamaraty está concentrando todas as suas atenções na advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes-- uma das maiores fraudadoras da Previdência Social e que conseguiu fugir da polícia. A advogada, condenada a 14 anos de prisão por desvio de US$115 milhões, estabeleceu-se primeiro em Miami e, depois, aparentemente, em Porto Rico, mas poderia estar na Costa Rica, onde também é procurada como fugitiva da Justiça norte-americana. Tanto nos EUA quanto na Costa Rica há pedidos de prisão e extradição de Jorgina. Um dos maiores fraudadoras do INSS no Rio de Janeiro, o ex-advogado Dalvênio Torres Motta, de 62 anos, foi condenado ontem a três anos de prisão pela juíza Marilena Soares Reis Franco, da 13a. Vara Federal. Dalvênio, preso em agosto do ano passado com seu sócio Luiz Eduardo Fontenelle, é responsável por cerca de 200 mil processos fraudulentos de indenização por acidente de trabalho, em mais de 30 anos de atividades como advogado (JB).