A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) recorreu ontem à Justiça pedindo o julgamento do dissídio coletivo dos bancários, com data-base em 1o. de setembro. Segundo nota divulgada à imprensa, a Fenaban explica que pediu o julgamento do dissídio, o que não faz desde 1990, "por considerar que os bancários-- com uma série de atos de boicote e paralisações na rede bancária que já vêm ocorrendo há dias e se acentuaram ontem em alguns dos principais bancos do país-- romperam o processo de negociação". Em negociação anteontem, a Fenaban propôs 16% de reajuste, o que foi recusado pelos bancários, que reivindicam 119%. Eles fizeram ontem o terceiro dia de greve "surpresa". O banco escolhido foi o Nacional. Pelo menos seis agências pararam na capital paulista. A agência central do banco em Belo Horizonte (MG) também não funcionou das sete às 11h30. A tentativa de paralisação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal não rendeu aos bancários maiores avanços em termos de propostas de reajuste salarial. O presidente da CEF, José Fernando de Almeida, disse que sua proposta final será a de reajuste de 15,6%-- acima dos 11,87% anteriores, mas abaixo dos 16% oferecidos pelos bancos privados. Do BB os bancários não obtiveram qualquer nova proposta. O presidente do banco, Alcir Calliari, manteve os 13,68% já incorporados aos salários de setembro (FSP).