A partir de hoje importar vinhos, uísques e bebidas em geral, alimentos à base de cereal, matéria-prima do setor de construção civil, relógios, material de limpeza, instrumentos musicais e fumo e tabaco ficou mais barato. Ontem, o ministro da Fazenda, Ciro Gomes, assinou portaria em que reduz a alíquota de importação de cerca de quatro mil produtos. A alíquota máxima será de 20%, embora para a maioria dos produtos a nova alíquota seja de 14%, como prevê a Tarifa Externa Comum (TEC), negociada no âmbito do MERCOSUL. Na próxima semana, o ministro encerra o processo de abertura do mercado e assina nova portaria, desta vez para tornar mais barata a importação de produtos químicos e farmacêuticos, adubos, fertilizantes, plásticos e borrachas. O governo antecipou a redução de alíquotas, que começaria a vigorar em janeiro de 95, como instrumento político para enfrentar as pressões de aumentos de preços no mercado interno, garantindo a queda da inflação nos próximos meses. E deixou para janeiro do próximo ano a publicação da lista de produtos que, ao contrário, terão suas alíquotas elevadas, com correspondente pressão sobre os preços internos (O ESP).