AMÉRICA DO SUL E ÁFRICA ESTUDAM MECANISMOS DE COOPERAÇÃO

Chanceleres da América do Sul e da África decidiram ontem, em Brasília (DF), criar um grupo de trabalho permanente para estudar mecanismos de cooperação empresarial entre as duas regiões. O grupo fará um diagnóstico da infra-estrutura portuária, identificará áreas de complementariedade e facilitará o desenvolvimento de "trade points", locais em que se realizam operações de comércio exterior por meio de informações eletrônicas. Os chanceleres dos 23 países da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, que ontem encerraram a sua terceira reunião, aprovaram declarações sobre o meio ambiente e sobre a desnuclerização do oceano. O objetivo da Zona de Paz é transformar a região do Atlântico Sul em uma zona livre de armas nucleares. Para que essa aspiração se torne um compromisso jurídico será necessária a garantia das grandes potências de que não usarão artefatos atômicos na região, salientou o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Essa negociação será feita no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Amorim anunciou que haverá uma reunião de ministros de Comércio Exterior dos países do Atlântico Sul no próximo ano, na Namíbia, que liderou a posição, apoiada por outros países, de uma aproximação entre o MERCOSUL e a Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SADC), integrada por 11 membros, inclusive a África do Sul. As próximas reuniões da Zona de Paz se realizarão a partir de 1995, na África do Sul, na Argentina e no Benin (GM).