Depois da surpresa com a proposta apresentada pelo Ministério dos Transportes brasileiro durante reunião com autoridades do MERCOSUL-- que sugeriu a permissão para que navios de países estrangeiros transportem cargas entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina-- os armadores nacionais decidiram reagir. Ontem, em assembléia no Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), eles redigiram um protesto formal contra a abertura de mercado, para ser entregue ao ministro Bayma Denys. Segundo Sérgio Salomão, presidente do Syndarma, o sindicato pedirá ao Ministério que reveja sua posição, permitindo que os armadores estrangeiros transportem cargas do MERCOSUL somente quando não houver navio dos quatro países posicionados para atender ao tráfego. A diretoria do Syndarma não vê motivos para a preocupação das indústrias de que a restrição do mercado às quatro bandeiras possa ocasionar aumento de frete. Ainda assim, para conter os fretes, o Syndarma sugere a criação de um comitê de usuários de transporte marítimo com o objetivo de identificar preços abusivos e a posterior liberação, para quinta bandeira, de cargas que estiverem, comprovadamente, sendo oneradas (O Globo).