Os dois centros de pesquisa da Amazônia são os principais beneficiados pelo primeiro desembolso do Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais, patrocinado pelo grupo dos sete países mais ricos do planeta, o chamado G-7. O Museu Paraense Emílio Goeldi e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) receberão US$14,77 milhões, ao longo dos próximos três anos, para resgatar a sua condição de centros de referência em pesquisas sobre a região. O investimento está previsto em um contrato de US$20,3 milhões assinado ontem pelo governo brasileiro com o Banco Mundial (BIRD), que começa a tirar do papel um programa idealizado há quatro anos. Os US$5,6 milhões restantes serão aplicados em um sub- programa de pesquisas dirigidas, que deverá financiar prioritariamente estudos sobre tecnologias que permitam o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida da Amazônia. Os recursos serão doados pelos países do Grupo dos Sete (Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália, Japão e Reino Unido) e pela União Européia (UE), sob a administração do BIRD. Eles fazem parte de uma dotação de US$250 milhões aprovada por esses países para a primeira etapa do programa, que inclui ainda 12 outros projetos. O projeto Ciência e Tecnologia, que começou a ser implantado ontem, prevê uma contrapartida de US$2,97 milhões do governo brasileiro. Além do aprimoramento da infra- estrutura física das duas instituições, os recursos permitirão também a contratação de 150 novos pesquisadores para o Museu Goeldi e para o INPA. O investimento será feito por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia. A prioridade concedida à pesquisa agradou ao ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, Henrique Brandão Cavalcanti. Para ele, o desenvolvimento científico beneficiará, ao mesmo tempo, o meio ambiente e a população da Amazônia. "O conhecimento técnico é um ingrediente importantíssimo para que se efetue a proteção da região", afirmou Cavalcanti após a assinatura do contrato (GM).