A lagosta está desaparecendo da costa nordestina, seu principal habitat no Brasil. Nos últimos 15 anos, a pesca predatória provocou uma redução de 55% nos estoques da lagosta-vermelha e da verde, as duas espécies mais comuns do país. O Nordeste é o maior produtor de lagosta do Brasil e, além do prejuízo econômico, a pesca predatória está causando um desequilíbrio ecológico. Até os animais mais jovens estão sendo caçados, dificultando a reprodução da lagosta. Além disso, a utilização de apetrechos ilegais de pesca-- como a rede caçoeira-- provoca destruição do ambiente onde o crustáceo nasce, cresce, vive e do qual retira sua alimentação. A produção de lagosta do Nordeste em 1979 atingiu 10 mil toneladas, e a previsão para este ano é de que não ultrapasse quatro mil toneladas. O Brasil é o terceiro produtor mundial de lagosta (só perde para Austrália e Cuba). O IBAMA reconhece que das 1.200 embarcações em operação só no Estado do Ceará, metade é clandestina. O estado contribui com 75% da produção nacional, enquanto Bahia, Pernambuco e Maranhão contribuem com 25% (O Globo).