Economistas da equipe do candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso, estudam a prorrogação do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) caso o tucano vença as eleições. Segundo eles, o imposto teria que sobreviver até o final de 1995 para garantir o equilíbrio das contas públicas. Eles já acham inviável o Congresso Nacional aprovar ainda neste ano uma reforma tributária. Para emplacar a proposta, os assessores do PSDB terão de vencer a resistência do próprio FHC. Ele afirmou que, caso seja eleito, irá acabar com o IPMF. Segundo as declarações do presidenciável, a cobrança de 0,25% sobre todas as movimentações bancárias gera uma carga tributária muito elevada em uma economia estabilizada. O IPMF foi aprovado pelo Congresso quando FHC era ministro da Fazenda. Segundo a legislação, ele será extinto automaticamente no final deste ano. Para que ele continue a ser cobrado em 1995, é necessário a aprovação de uma nova emenda constitucional ainda neste ano. O imposto gera uma receita anual de US$4 bilhões (FSP).