BANCADA FEMININA TENTAM MANTER UNIDADE

As 25 constituintes eleitas-- a deputada Bete Mendes (PMDB/SP) licenciou-se para ocupar a Secretaria de Cultura de São Paulo-- estão tentando manter a unidade em torno de questões de interesse da mulher como isonomia salarial, garantia de creches, proteção ao menor órfão ou abandonado, direitos e deveres iguais na sociedade conjugal. Mas são temas como a legalização do aborto-- defendida por quase todas as entidades feministas-- que ameaçam o "lobby" feminino, guiado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, órgão do Ministério da Justiça. Na "Carta das Mulheres", entregue no último dia 26 ao presidente do Congresso Constituinte, do PMDB e da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães (PMDB/SP), por um grupo de feministas, o tema do aborto acabou sendo incluído no item saúde, uma reivindicação de "garantia de livre opção pela maternidade, compreendendo-se tanto a assistência ao pré-natal, parto e pós-parto como o direito de evitar ou interromper a gravidez sem prejuízo para a saúde da mulher" (FSP).