Da prisão, em Brasília (DF), o empresário Paulo César Farias deu sua contribuição para derrubar a candidatura de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), alimentando jornalistas com informações sobre suposta conta fantasma do vice, senador Marco Maciel (PFL-PE). O assunto vei à tona no último dia 11, em nota na revista "Veja", em que o ex-namorado da filha de Maciel, Fábio de Oliveira Catão, diz que o senador utilizou-se de uma conta fantasma nas eleições de 1990. Contactado por repórteres, PC confirmou ter abastecido a conta fantasma, que centralizou as doações financeiras para candidatos do PFL pernambucano na campanha de 1990. PC deu mais detalhes sobre a conta, procurou envolver Maciel, mas deixou de fornecer o essencial: os comprovantes de que o senador se beneficiou do dinheiro sujo. Sem as provas, o caso não abalou a chapa FHC-Maciel. Há duas explicações para a atitude de PC: se vingar dos pefelistas de Pernambuco que o abandonaram e tumultuar o quadro político às vésperas de seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Marco Maciel nega veementemente o uso de conta fantasma na eleição de 1990, e ataca seu acusador, Fábio Catão: "Esse sujeito nunca trabalhou para mim, só namorou minha filha. O namoro acabou quando ele pegou o cartão de banco dela e sacou dinheiro sem autorização. É um cafajeste" (JB).