A Aracruz Celulose, maior produtora mundial de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, deverá acelerar nos próximos meses o processo de mecanização do corte de árvores, um trabalho que hoje ainda depende em grande parte de mão-de-obra intensiva, visando melhorar a eficiência na área florestal. A estratégia faz parte de um programa de reestruturação da empresa e foi anuncidada ontem pelo seu presidente Luiz Kaufmann. Ele não soube precisar quantas pessoas trabalham neste setor e qual seria a redução de pessoal com a mecanização. Ele também não revelou os investimentos necessários para esse projeto. A Aracruz tem uma área de cerca de 203 mil hectares, abrangendo 13 municípios do Espírito Santo e cinco da Bahia. Desse total, 132 mil hectares estão plantados com eucalipto (onde 32 mil novas mudas são plantadas anualmente). A empresa, que exporta 90% de sua produção, tem planos para aumentar a capacidade, hoje de 1.025 mil toneladas por ano, para 1.300 mil toneladas nos próximos anos, com investimento estimado entre US$100 milhões e US$150 milhões. A empresa também iniciou um processo de diversificação e estuda a possibilidade de fornecer chapas de madeira à indústria de móveis, por exemplo (GM).