GOVERNOS PAGAM IPC-r AOS FUNCIONÁRIOS

O setor público está trazendo de volta a reindexação da economia. Algumas cidades e estados começaram a repassar o Índice de Preços ao Consumidor em real (IPC-r) dos meses de julho e agosto para o salário do funcionalismo público. São os casos dos estados de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, e das cidades de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). Todos os prefeitos e governadores dizem que os reajustes estão vinculados à capacidade de endividamento do estado, e alguns negam que isso seja a volta da indexação. Trata-se do primeiro grande embate do Plano Real. Para os governos estaduais e municipais, não há o que fazer. São autônomos para decidir sobre salários, desde que obedeçam ao princípio constitucional: a folha de salários não deve superar 65% da receita líquida. A prefeitura de São Paulo repassou cerca de 15,6% de aumento obtido na arrecadação do primeiro semestre para os salários dos seus 164.809 servidores. O custo da folha total de pagamentos dos servidores paulistanos passou de R$96,9 milhões em julho para R$99 milhões em agosto. A prefeitura de Porto Alegre vai aumentar, em setembro, os contra-cheques dos 20 mil funcionários em 13,17%. O governo de Minas Gerais dará aumento de 17% retroativo a agosto a seus 400 mil funcionários. Com isso, a folha de pagamento sobe de US$140 milhões para US$165 milhões. Também o governo de Santa Catarina concedeu reajuste salarial médio de 18% aos seus 108 mil funcionários. Com isso, a folha de pagamento passou a R$64 milhões, absorvendo 61% da receita do estado, que totalizou R$98,2 milhões em agosto (GM).