O Brasil não tem mais remédio. Os 17 laboratórios oficiais-- três dos quais vinculados às Forças Armadas-- entregaram em abril deste ano os últimos lotes de medicamentos destinados à rede de saúde pública de todo o país. De lá para cá, estão com suas atividades praticamente paralisadas e nenhum remédio foi produzido para suprir programas importantes, como os de controle de AIDS, desidratação infantil, cólera, tuberculose e hanseníase. Os laboratórios oficiais não recebem dinheiro desde dezembro de 1993, quando expirou o convênio entre as entidades e a Central de Medicamentos (Ceme), vinculada ao Ministério da Saúde. Do orçamento previsto para este ano, de R$700 milhões, a Ceme só recebeu R$80 milhões. A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) reivindica o repasse imediato de R$40 milhões para evitar que as atividades dos laboratórios sejam encerradas e seus quatro mil funcionários demitidos, já que quase 100% de sua produção é destinada à rede pública (O Globo).