O governo federal gasta menos em saúde do que o especificado no Orçamento- Geral da União e parte do dinheiro não é utilizado efetivamente. Nos últimos cinco anos, o Orçamento executado-- gasto real-- foi de 5% a 10% do aprovado no Congresso Nacional. Segundo o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), José Knoplich, cerca de 80% destes recursos não chegam aos hospitais. São consumidos pelo mau gerenciamento e fraudes. "Falta agilidade na máquina. Não há computadores para gerenciar estoques, por exemplo. Ninguém sabe para onde vão os medicamentos", diz. Outra fonte de desperdício apontada por Knoplich são as regras das concorrências. "Elas determinam que o governo não pode comprar à vista. Assim se perdem as melhores chances do mercado". Os baixos salários na rede pública de saúde são outro fator de ineficiência, segundo o presidente da APM (FSP).