PRIVATIZAÇÃO DAS USINAS NUCLEARES NA ARGENTINA PREOCUPA

A perspectiva de privatização das usinas nucleares argentinas-- Atuchas III e Rio Terceiro-- está preocupando as autoridades brasileiras porque as atribuições da Comissão Nacional de Energia Atômica (Conea) passarão a ser diferentes daquelas da Comissão Nacional de Energia Nuclear do Brasil (CNEN), comentou fonte diplomática brasileira. Há poucos dias o governo argentino declarou privatizáveis todas as unidades nucleares do país. Com isso, poderá haver implicações na política adotada pelos dois países de inspeções mútuas. O papel da Conea será redefinido, disse um diplomata argentino. Brasil e Argentina decidiram há alguns anos fazer a integração também no setor nuclear e assinaram vários acordos, entre eles o quatripartite de salva-guardas abrangentes com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com sede em Viena. Criaram, também, a Agência Brasileiro- Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC) (GM).