Na reunião do próximo dia 19, no Rio de Janeiro (RJ), quando será tratado o acordo sobre tarifas de importação de bens de informática e telecomunicações entre os países que formam o MERCOSUL, os representantes brasileiros esperam enfrentar novas reações dos argentinos. Estes, na última reunião do grupo técnico, reagiram à tarifa única para centrais telefônicas. A expectativa do lado brasileiro é de que a reação dos argentinos está relacionada ao interesse das companhias telefônicas locais. Como são companhias controladas por operadoras italiana, espanhola e francesa, que buscam exportar para a Argentina produtos fabricados em seus respectivos países, onde a tarifa de importação, conforme está sendo acordado no âmbito do MERCOSUL, será no máximo de 16%. Segundo representantes brasileiros na negociação, a ironia é que o Brasil hoje tem industrias filiais de praticamente todas as mesmas empresas que abastecem o mercado europeu. Daí, há a convicção de que, embora os argentinos estejam reivindicando tarifa zero para as centrais de telefonia, acabarão aceitando os percentuais já fixados para quase 70% dos produtos de informática e telecomunicações definidos no último encontro do grupo técnico (GM).