Uma semana após o caso que terminou com a queda do ministro Rubens Ricúpero (Fazenda), o quadro sucessório permanece inalterado. Pesquisa Datafolha realizada no último dia nove junto a 10.560 eleitores em 255 cidades de todos os estados, mostra que o candidato do PSDB à Presidência, Fernando Henrique Cardoso, tem 44% das intenções de votos, contra 23% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados confirmam os resultados da pesquisa Datafolha feita no dia cinco, a primeira após a queda do ministro. A nova pesquisa mostra que não houve o chamado "efeito retardado" do caso Ricúpero. Segundo a pesquisa, o terceiro colocado continua sendo Orestes Quércia (PMDB), com 5%, seguido por Leonel Brizola (PDT) e Enéas Carneiro (Prona), com 4%, e Esperidião Amin (PPR), com 2%. A aprovação dos eleitores ao Plano Real caiu de 80%, em cinco de setembro, para 76%, número verificado na pesquisa Datafolha do último dia nove. Continuam sendo 9% os eleitores que consideram o plano ruim. A aprovação voltou ao nível observado em 30 de agosto, antes do episódio Ricúpero. O caso, surpreendentemente, coincidira com um crescimento da avaliação positiva do real. O número dos que consideram que o plano "foi feito para o bem do país e terá efeitos duradouros" permaneceu em 57% nas duas pesquisas da semana passada. E caiu de 35% para 29% o número dos que dizem que o plano foi feito só para eleger FHC. Esses 57% que consideram o plano duradouro coincidem com os 57% que optam por FHC numa simulação de segundo turno contra Lula. É indicação clara de que os votos de FHC vêm do êxito imediato do Plano Real e da expectativa em sua continuidade. Entre os eleitores de Lula, caiu ligeiramente o número dos que aprovam o plano, de 67%, em cinco de setembro, para 64% na última pequisa. Mas aumentou o número dos que consideram o plano duradouro e não eleitoreiro (de 26% para 34%) (FSP).