CHILE NEGOCIA ASSOCIAÇÃO AO MERCOSUL

O Chile teve ontem, no Rio de Janeiro (RJ), a sua primeira reunião formal com os países do MERCOSUL, com vistas à sua associação ao grupo. O coordenador da seção brasileira do MERCOSUL, embaixador José Arthur Denot Medeiros, disse que não se trata de uma adesão, mas um acordo pelo qual os chilenos farão um programa de redução gradativa de tarifas de importação no seu comércio com os países que já integram o grupo-- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Segundo Denot Medeiros, se o Chile estivesse aderindo ao MERCOSUL, teria de adotar a tarifa externa comum de importação estabelecida pelo grupo no seu comércio com terceiros países. Como é apenas uma associação, o Chile continuará com suas próprias tarifas de importação para negociar com outras nações. Na reunião de outem, foram discutidos os primeiros critérios para o programa de redução tarifária chilena, o que inclui a montagem de uma lista de exceção, ou seja, de produtos chilenos que não terão tarifas de importação diminuídas, e prazo para que as tarifas sejam levadas a zero-- possivelmente 10 anos, a partir de 1995. De acordo com o embaixador, a corrente comercial entre Brasil e Chile é de cerca de US$2,7 bilhões e favorável ao Brasil. Os negócios do MERCOSUL foram de US$8 bilhões em 1993 (O ESP).