EMPRESAS DE PAPEL E CELULOSE SE RECUPERAM

As empresas de papel e celulose voltaram a operar a todo o vapor. Estimuladas pela recuperação de preços no mercado internacional, os empresários retomaram a produção e já planejam novos investimentos, para fazer frente à previsão de crescimento dos negócios nos próximos anos. A Simão, por exemplo, quarta maior fabricante de papel no país, deve gastar US$250 milhões até 1995 na expansão de seu parque industrial. A Aracruz-- maior empresa brasileira de celulose e uma das líderes no mundo- - deve sair de um prejuízo de US$60,7 milhões, em 1993, para um lucro de US$18 milhões este ano. Em 1995, este número poderá chegar próximo dos US$60 milhões. O pesadelo ja passou, afirma Boris Tabacof, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose (ANFPC). Depois de baterem quase US$1 mil a tonelada na década de 80, os preços internacionais do papel e celulose-- que servem de referência tambám para os negócios no Brasil-- desandaram de vez a partir de 1990, puxados pela recessão mundial. No ano passado, chegaram a pouco mais de US$350 a tonelada, o patamar mais baixo em 40 anos. Hoje, os preços já estão na faixa entre US$550 e US$600, graças à recuperação da economia nos EUA e em alguns países da Europa. A divisão do mercado é a seguinte: Seis empresas concentram 48% da produção de papel-- Klabin (15%), Votorantin (8%), Suzano (7%), Champion (6%), Igaras (6%), Ripasa (6%) e outros (52%). Sete empresas concentram 71% da produção de celulose-- Aracruz (20%), Klabin (15%), Bahia Sul (8%), Votorantin (8%), Suzano (7%), Cenibra (7%), Champion (6%) e outros (29%) (JB).