O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à representação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva contra o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). "A atividade de pesquisa é lícita, mas deve ser exercida com respeito às normas legais", afirma o vice-procurador-geral Antônio Fernando Barros, autor do parecer. Segundo ele, "o uso de uma técnica lícita não autoriza a desconsideração de princípios éticos e legais que regulam a atividade". O PT apelou à Justiça na tentativa de impedir que o Ibope continuasse a fazer uma pesquisa cujo questionário trazia várias frases desfavoráveis a Lula, ao lado de outras positivas para Fernando Henrique Cardoso (PSDB). No parecer, Barros propõe ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que notifique o Ibope, proibindo-o de usar o questionário. A desobediência pode dar de três meses a um ano de detenção (FSP).