A ciência não vai produzir uma vacina contra a AIDS em menos de 10 anos. E, mesmo depois de aprovada, a primeira vacina ainda terá que passar por muitos ajustes. A afirmação é de José Esparza, chefe do Programa de Desenvolvimento e Pesquisa de Vacinas anti-HIV das Nações Unidas. Ele esteve ontem no Rio de Janeiro e em São Paulo visitando os grupos de trabalho que estão recrutando voluntários para analisar o seu comportamento. No Rio e em Belo Horizonte (MG), 30 voluntários estão sendo escolhidos para tomar um produto candidato a vacina. Temos que mudar nossa visão da AIDS e começar a pensar em longos prazos.
82229 Não se devem criar falsas expectativas de que teremos uma vacina rápida, afirma Esparza. Para ele, o importante é criar uma infra-estrutura nos países mais afetados para combater o vírus e ter consciência de que a solução para a AIDS "não será instantânea". "Só estamos começando um trabalho que certamente não será finalizado por nós", disse (FSP).