O mercado financeiro mostrou, ontem, que superou a crise criada pela saída de Rubens Ricúpero do Ministério da Fazenda e que está satisfeito com sua substituição por Ciro Gomes. As ações deram um salto, recuperando boa parte das perdas do último dia cinco, e o dólar comercial caiu para a menor cotação desde o lançamento do real. Os juros ficaram estáveis e até chegaram a cair em algumas operações, embora a tendência seja de alta nesse segmento do mercado financeiro. As declarações do novo ministro da Fazenda e novas pesquisas de intenção de voto indicando que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) mantém boa vantagem na disputa pela eleição presidencial deram gás ao mercado de ações. A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 5,68%, acumulando em dois pregões alta de 9,74%, que praticamente anula a perda de 10,40% do dia cinco. Os investidores estrangeiros já haviam refeito suas posições em títulos da dívida externa no dia sete, quando era feriado no Brasil, trazendo os preços dos papéis para o patamar anterior à queda de Ricúpero. Os bônus C subiram quase 5%, para 53 centavos por dólar, e os bônus de juros devidos (IDU) tiveram alta de 1,6%, para 79,50 centavos por dólar (GM).