VENDAS DE AÇÕES DEVE RENDER US$900 MILHÕES

O programa de privatização está dividido em três blocos. O primeiro é de leilões de controle e participações estatais em empresas que integram o programa, subordinado a atos da comissão diretora do Programa Nacional de Desestatização (PND) e aprovação presidencial. Outro é com a venda de participações minoritárias da União em empresas públicas ou privadas, que ocorrem sem necessidade do processo formal de leilões e o dinheiro é depositado no Fundo Social de Emergência (FSE). O terceiro bloco, em fase de regulamentação, prevê vendas de ações controladas pela União para depósito no Fundo de Amortização da Dívida Pública, criado pela medida provisória do real. A diretora de desestatização do BNDES, Elena Landau, e o presidente do banco, Pérsio Arida, depositam suas fichas na venda das participações minoritárias. Esse tipo de negócio, como a venda de sobras da CSN, por exemplo, já rendeu depósitos, em dinheiro, de US$220 milhões no FSE. Essa alternativa tem sido seguida desde que o presidente Itamar Franco suspendeu os leilões de privatização no âmbito do PND. Nesses leilões não são aceitos títulos das dívidas interna e externa e nem existe a necessidade de avaliação, pois os papéis são vendidos nas bolsas pelas suas cotações de mercado. A meta da equipe econômica é que a venda dessas participações resulte em depósitos, até o final deste ano, de US$900 milhões no FSE (O ESP).