Enquanto a modernização dos portos encontra resistência para a sua concretização e implantação do novo relacionamento entre o capital e o trabalho, os profissionais marítimos, atingidos por alto índice de desemprego, deram um passo à frente e estão driblando a crise através de novos nichos de mercado. Organizados em cooperativa, cerca de 1.600 associados estão conseguindo colocações temporárias, pondo em prática sua experiência profissional. A Cooperativa Mista de Trabalho e Produção dos Marítimos (Coopmar) tem fechado contratos envolvendo operações marítimas, combatendo a ociosidade do mercado. Reforçando as atividades da cooperativa, recentemente a 22a. Vara Federal do Rio de Janeiro editou sentença favorável ao embarque de tripulações temporárias nos navios de bandeira nacional. As empresas marítimas tem considerado vantajosa a opção da contratação temporária através de cooperativas, inclusive novas frentes de trabalho vem surgindo, com grupos formados para serviços de manutenção do navio, visando reduzir o período de docagem e evitando a paralisação desnecessária da embarcação (O ESP).