Na sede do GATT, em Genebra, quase ninguém mais tem dúvidas: o escândalo político envolvendo o nome do ex-ministro da Fazenda do Brasil, Rubens Ricúpero, tornou praticamente certa a escolha do presidente mexicano (em fim de mandato), Carlos Salinas de Gortari, para o cargo de presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC), o foro internacional que, a partir de janeiro, deverá regulamentar as trocas de bens e serviços entre mais de 100 países. "Ninguém mais acredita em Ricúpero como um candidato sério para o cargo de presidente da OMC depois desse incidente", afirmou ontem à agência Reuters o delegado comercial de um país que, até o último dia dois, apoiava Ricúpero para o futuro principal cargo do comércio mundial. Na melhor das hipóteses, sua confissão de ter manipulado índices
82165 econômicos para favorecer a candidatura de seu antecessor ministerial,
82165 Fernando Henrique Cardoso, à Presidência da República, arruinou suas
82165 pretensões com relação à OMC, disse a fonte (O ESP).